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As vantagens de se preparar já

 

Estamos perante a maior mudança no ordenamento contabilístico em Portugal depois da introdução do POC. Esta alteração obriga necessariamente a um investimento pessoal e organizacional para todos os intervenientes no sector.

Muito mais do que aconteceu em anteriores momentos de mudança, como a transição para o Euro ou o ano 2000, esta alteração requer uma preparação prévia, para distribuir os trabalhos da transição por fases.

A transição, a realizar no dia 1 de Janeiro de 2010, constitui uma operação complexa agravada pela concentração de muitas tarefas a realizar. Destacam-se:
 

  • A necessidade de alterar a generalidade das designações usadas nas contas da contabilidade, com a introdução de um novo vocabulário de termos como: rédito, gastos, inventários, activos não correntes/correntes, activos fixos tangíveis, activos fixos intangíveis, activos biológicos, propriedades de investimento, activos detidos para venda, etc...
  • A necessidade de alterar muitas contas no código respectivo, nomeadamente, a redistribuição das contas de custos e proveitos extraordinários (que deixam de existir), criação das classes de perdas por imparidade, perdas por redução do justo valor, reversões e ganhos em aumentos de justo valor e a profunda alteração das contas de resultados.
  • A necessidade de reconhecer e mensurar os activos e passivos no balanço de abertura de 2010, por contrapartida de resultados transitados (ou, se apropriado, noutro item do capital próprio).
  •  A necessidade de converter, reconhecer e mensurar os activos e passivos de 2009, para existir comparabilidade entre os dois exercícios, de forma a apresentar os valores de 2010 e 2009 no reporte financeiro de 2010.
  • A necessidade de preservar o histórico de 2009 contabilizado pelo POC e de coexistir com um 2009 alterado para o SNC, para preencher a coluna do ano anterior nos modelos de relato financeiro de 2010.
  • A necessidade de se efectuar novos lançamentos em 2009 já depois de efectuar a abertura do exercício 2010, obrigando a ter um processo que permita repetir a transição dos saldos de 2009 para o ano de 2010, ainda que com planos diferentes.
  • A necessidade de produzir o reporte financeiro previsto nas normas NCRF, novo e mais exigente, com recurso a mapas pré-configurados, que apresentem resultados correctos sem necessidade de grandes configurações para adaptar às especificidades de cada código de contas.
  • A necessidade de ter lançamentos pré-configurados para auxiliar o lançamento e a classificação.


O domínio de todos estes aspectos e a adaptação do sistema de informação para o momento da transição requer, necessariamente, uma dedicação antecipada.

Os gabinetes de contabilidade, terão o trabalho e a responsabilidade acrescida de tratamento de todos estes aspectos para centenas de clientes.

Acreditamos que só começando desde já poderá ter um final do ano tranquilo, assegurando todo o conhecimento necessário para o dia “D” da transição.

As versões 2009 da Sage, já prevêem ferramentas para efectuar esta preparação.

 

 
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